27 Janeiro, 2012

"EU FAÇO PARTE"









“…Fazer pensar é tudo. E a agitação é a única alavanca que pode
deslocar esse mundo: pois que agitar quer dizer instruir, ensinar,
convencer e acordar.”
Alberto Sampaio, Guimarães, 1884
Foi com muitos "afectos" que fomos recebidos em Guimarães, nos dias 21 e 22 de Janeiro, Num ambiente familiar sentido em cada rosto, em todas as ruas, em todos os locais por onde passámos. Um dia de Primavera, como se estivéssemos em Abril, com o perfume e as cores das Camélias a transbordarem de todos os canteiros de jardins da "capital magnífica".
Dias inesquecíveis estes, selados pela adesão de todos os vimaranenses à celebração da capital europeia e da cultura, contaminando tudo e todos, em tons sentidamente idealizados, épicos e patrioticamente orgulhosos, como há muito não observávamos, como há muito não sentíamos.
Aqui existe Portugal, contrariando o espirito do momento nacional. Aqui existe esperança, aqui sente-se que há lugar para o Nosso futuro comum. Aqui sentimos haver mesmo um desígnio a cumprir, de refundar a nacionalidade, de retemperar a nossa Alma, de atingir o almejado equilíbrio entre Ética e Estética, que o Sr. Presidente da Câmara Municipal de Guimarães referiu no seu discurso de abertura, que o João Serra havia referido numa das suas conferências, a propósito da comemoração do centenário da República(creio que na fortaleza de Peniche), e que nós confirmámos na forma como se projectou, se programou e agora se começou a cumprir na cidade de Guimarães.
Excelentes todos os discursos da cerimónia de abertura (destacando os do Presidente do Município, o do Presidente da Fundação Cidade de Guimarães (os afectos não se programam, conquistam-se, cultivam-se e partilham-se), e o do Presidente da União Europeia, reconhecendo a importância e o sucesso da organização na afirmação da crescente importância das indústrias criativas e seu impacto na dinamização de novas centralidades. Bravo (!!!),dirá ele ao João Serra, logo após a sua comunicação. Bravos, bravíssimos, dissemos nós.
Multiusos esgotado, com as bancadas iluminadas de orgulho, sem preconceito, pontuadas por lapelas decoradas com “pins” cumplices, afirmando a adesão incondicional ao desígnio europeu do “EU FAÇO PARTE”.
Depois foi a festa, dos e para os sentidos, da Música, do Canto, do Bailado, do Teatro, do Cinema, do Atlântico, do Oriente, da mundividência nacional, da diáspora, da Europa e da cultura, da capital e da periferia, do nascimento e do retorno, do mito e da História.
Festa prolongada para o Toural, "pequeninissimo" para tanta gente, num ambiente a escaldar de tanto afecto; Indescritível animação no Largo da Oliveira, dos encontros "in casuais" com o cidadão Jorge Sampaio, com a cidadã Assunção Esteves, com tantos outros conhecidos e (des)conhecidos cidadãos, com tudo, com todos.
Não houve noite, neste dia, houve aurora iluminada por paisagens humanas de “Convívio”, de conversa, de música, de mais encontros imprevistos, de encontros inimagináveis, de confrontos de afectos, de irmãos, de amigos, de gratidão.
Incondicionalmente, Eu Faço Parte, Definitivamente.....

(fotos NB)

20 Janeiro, 2012

Paisagens#FCG



Fernando Calhau#"Isto não é uma Paisagem"#2002#Tubo de vidro e lâmpada de néon.

António Carneiro#Paisagem-Leça da Palmeira#1905#Óleo sobre tela.

Amadeo de Souza Cardoso#A Chalupa#1914-15#Óleo sobre tela.

João Cristino da Silva#Recuar da Onda#1857#Óleo sobre tela.

A propósito de uma reunião na Fundação Calouste Gulbenkian, para abordar novas propostas de formação para professores nas temáticas da Educação Artística, e porque se chegou mais cedo, tempo houve para entrar na sala de exposições temporárias do CAM onde está patente, até domingo, dia 22, a exposição "Paisagem na coleção do CAM.Pequena exposição de horizontes longínquos e com a possibilidade de encontrarmos latitudes e longitudes estéticas para os nossos albuns de experiências sensitivas. O mar, sempre o mar, as vagas, de maresia e de olhares desencontrados, numa linha de paisagem marinha calma e vidográfica flutuante (vídeo), ou de frames dotadas de narrativas interrogantes (fotografia, pintura a óleo, néon), que descobrem manifestos de (des)continuidade artística na arte portuguesa dos últimos 150 anos.
Fotos NB

18 Janeiro, 2012

Ano do Dragão


Signo do Dragão

Os anos do Dragão: são 2000, 1988, 1976, 1964, 1952, 1940, 1928, 1916...

As horas governadas pelo Dragão: 7 a.m. às 9 a.m.
Sentido do seu Signo: Leste-Sudeste
Princípio da estação e mês: Primavera - Abril
Corresponde ao Signo ocidental: Carneiro
Elemento fixo: Madeira
Haste: Positivo
Cor: Dourado, cor-de-laranja
Fragrância: Água de colónia
Bebida: Sumo de fruta
Condimento: Alho
Animal: Toiro
Flor: Rosa
Árvore: Pinheiro
Metal: Ouro
Pedra preciosa: Rubi
Dia do Mês: 25
Número: 9

Ano do Dragão

Um regresso magnífico após o signo do coelho. Deveremos olhar com cuidado para os quatro ventos, atirar ao ar as nossas luvas da sorte a fim de podermos realizar os nossos projectos.
Segundo o Dragão o ano será bom para os negócios, que o diga a troika, sendo um ano propício ao pedido de empréstimos bancários, mas só na China. Grandes investimentos e planos ambiciosos serão favorecidos, com especial incidência, para os funcionários públicos, nos meses de Junho e de Dezembro. O poderoso dragão não é muito prudente, pelo que deverá perder o campeonato a favor da águia, pelo menos a julgar pelo início do signo....mas nunca se sabe...... Joga por tudo e por nada. Estimular-nos-á a pensar e a agir em grande, mesmo ultrapassando os limites do razoável.

Os chineses consideram que este é um ano auspicioso, bom para casar, ter filhos ou começar um negócio novo, porque o dragão benevolente traz a boa sorte e a felicidade.

Entretanto, este é também um momento de moderar o nosso entusiasmo e de olhar duas vezes antes de ousar. Muito embora o afortunado dragão regue com a sua sorte indiscriminadamente tudo, a mesma sorte desaparece quando o tempo nos cobra os nossos excessos. O sucesso e os erros serão ampliados da mesma maneira. Os anos do dragão fogo são especialmente temidos, porque são mais destruidores do que os dragões de outros elementos.

No ano do dragão, a sorte, tal como o azar, virão em ondas maciças, veja-se o caso dos Cruzeiros Costa. Este é um ano marcado por muitas surpresas e actos violentos da natureza. Os temperamentos alargar-se-ão ao mundo inteiro e todos construirão algum tipo de revolta, podendo a mesma ser real ou imaginária de acordo com a coragem de cada um e com os respectivos interesses. A atmosfera eléctrica criada pelo poderoso dragão afectar-nos-á, de forma individual e colectiva, a tudo e a todos, mas com especial invectividade à Drª Celeste Cadorna e ao Dr. Eduardo Catroga.
Atenção ao Dragão......

10 Janeiro, 2012

Momentos#Guimarães#07

Hugo Canoilas







Fim de tarde, já noite no Palácio Vale Flor.....um palacete vaidoso de barroco decantado, com a sua fachada cenográfica apontada à cidade.....paredes meias com o Centro Cultural de perfume arquitectónico algo discreto, algo imponente...
Em exposição, ocupando os três pisos do palacete setecentista, a exposição/instalação de Hugo Canoilas(Provisoriamente Definitivos ou Definitivamente Provisórios), mural movimentado em espirais violentas de cor e de sentido humano-histórico. Impressiona pela surpresa do programa, que a separação espacial dificulta na sua total compreensão; Surpreende, ainda, pela complexidade da trama(espiral de imagens vivificadas), complexas e trágico-heróicas.Talvez o Homem, de certeza a Arte, num jogo dialógico que deixa à iniciativa do espectador a adesão, ou a recusa de nele participar, e com ele conviver......Os níveis não são dificeis de ultrapassar, a conclusão é que se torna mais pertubadora.....nomeadamente, responder às questões técnicas que a História da Arte costuma empreender, tais como as relacionadas com o género, o suporte, a escola, etc.....o desafio é promissor, o resultado também......
Eu gostei, na condição de lá voltar.....
(fotos NB)

06 Janeiro, 2012

Momentos#Guimarães#06

Fidelidades

Exemplar e fidelissima Trindade: Portugal/Guimarães/Vitória.....
(foto NB)

Momentos#Guimarães#05

Resplandescente








Um manifesto à resplandescência......não é cenografia, é habitação, com gente, com arte, muita tradição e, agora, ondulante modernidade.....
(Fotos NB)

Momentos#Guimarães#04

Via espiral






De rua em rua ,de surpresa em surpresa, até à redenção sensitiva...a da constatação (confirmação), de que Guimarães, juntamente com Angra do Heroísmo, possuem os Centros Históricos mais bem estimados e mais estimulantes de todo o território nacional.São centros históricos habitados, de gente e de afectos......
(fotos NB)