
Regresso ao Museu Nacional do Azulejo para visitar a Exposição “Casa Perfeitissima”, a propósito dos 500 Anos da Fundação do Mosteiro da Madre de Deus, monumento irmão mais novo da Igreja de Nossa Senhora do Pópulo e do Hospital Termal das Caldas da Rainha.
Trata-se de uma evocação, sublime evocação diremos nós, que exalta a sensibilidade mecenática da Rainha “perfeitíssima”, que nos possibilita percorrer os espaços do magnífico conjunto arquitectónico e nos faculta a possibilidade de reapreciar um conjunto de obras maiores da arte portuguesa, de que destacamos as tábuas do Retábulo de Santa Auta, do Retábulo de Quentin Metsys e a escultura em talha de São João Baptista, entre muitos outros.
Destaque ainda para os medalhões cerâmicos Della Robbia, obras maiores e mais refulgentes de uma acção artística generosa, marcada pelo bom gosto e pela exigência, empreendida pela rainha mulher de D. João II.
Da Exposição resultou um excelente catálogo contendo um conjunto extraordinário de estudos que informam as novidades históricas produzidas pelos investigadores nos anos mais recentes, possibilitadoras do conhecimento mais rigoroso da vida e acção da Rainha D. Leonor e da memória do Monumento Nacional, hoje Museu Nacional do Azulejo.
“Fundado em 1509 pela rainha D. Leonor (1458-1525), mulher de D. João II e irmã de D. Manuel I, o Mosteiro da Madre de Deus cedo se afirmou como um espaço de excepção no contexto português. Por ocasião da comemoração do V Centenário da sua fundação, o Museu Nacional do Azulejo inaugura uma exposição dedicada ao edifício, às suas obras de arte e à sua fundadora.
Imbuída do espírito da Devotio Moderna, ou da procura de uma relação mais directa com Deus, D. Leonor foi uma personagem ímpar do universo intelectual e mecenático da Europa do Renascimento. A sua actividade como mecenas, que permitiu tornar o Mosteiro da Madre Deus num dos mais ricos de Lisboa e do reino, é relembrada nesta exposição que junta peças oriundas de várias partes do continente europeu. São peças de pintura, iluminura, cerâmica, têxteis e escultura, que aliam à qualidade técnica uma riqueza iconográfica e de sentido que importa revelar e analisar no entendimento que se pretende desenvolver da figura da própria Rainha e do lugar a que ficou associada.”
Exposição que pode ser vista até 11 de Abril de 2010
www.mnazulejo.imc-ip.pt




