

Estive lá no último fim-de-semana.Há vinte anos que não ia a Santiago.Confesso que a cidade mudou pouco, ao contrário de Vigo, que quase rebenta pelas margens das rias....Não quer isto dizer que seja mau, para Santiago de Compostela, pelo contrário, soube-se manter a cidade equilibrada em termos urbanísticos, mantiveram-se os seus traços de cidade de peregrinação e mantém o seu carácter de cidade receptiva à cultura e ao turismo de massas que pretende aceder à sua magnifica Catedral, para abraçarem o Santo/Apóstolo Tiago.
Fui com a intenção de visitar o Centro Galego de Arte Contemporânea e não voltei desiludido. Revisitar Siza e a sua escultura/arquitectura, os espaços pejados de luz e o diálogo permanente com a envolvência, no caso o Museu do "povo galego" e os seus belíssimos jardins. O espaço e a arquitectura remetem-nos para Serralves, a marca do Mestre está lá, e o sentimento de irmandade (galaico-portuguesa) faz-nos sentir em casa.
Uma outra descoberta ressalta do conhecimento da qualidade da arte galega contemporânea exposta, cosmopolita e interventiva. Ressalta ainda a constatação da permanência cultural portuguesa enraízada na cultura artística galega...tão próxima de nós, tão nossa, quanto galega, a começar pela língua, ora leiam:
"O Centro Galego de Arte Contemporânea é un espazo de difusión que ten a función de dinamizar o panorama artístico actual e reflexionar acerca da diversidade das conformacións culturais na sociedade contemporánea.
Creado en 1993, a aparición deste centro enmárcase dentro da política xurdida en España a partir da década de 1980 para promover o desenvolvemento de plataformas culturais e favorecer a entrada de Galicia no circuíto artístico internacional.
Desde os seus inicios, o CGAC mostrou as liñas directrices da arte das últimas décadas mediante exposicións retrospectivas de artistas recoñecidos internacionalmente ao lado de mostras adicadas a difundir a arte galega, incluíndo tanto autores xa consagrados coma os máis emerxentes.
Tamén son continuas as colaboracións con outras institucións, que nesta nova etapa se verán reforzadas con proxectos a longo prazo.
Alén dun espazo expositivo, o CGAC é un centro dinámico e multidisciplinar no que se celebran ciclos de conferencias, talleres impartidos por artistas e incursións no campo da música, as artes escénicas e o cine, que permiten a participación activa do público e favorecen o intercambio de ideas entre profesionais de distintos ámbitos.
A sociedade e a súa problemática incorpóranse ao mundo da arte; as salas do centro ábrense ás posibilidades da tecnoloxía e a debates sociais que inflúen tamén na colección permanente do CGAC, construíndo un relato que se le a través dos acontecementos actuais, e que facilita a individualización das obras á vez que a interrelación entre todas elas. "
Não sabe bem?
Na impossibilidade de dar um salto até lá, pode visitá-lo, virtualmente (também sabe bem... ), em: http://www.cgac.org
4 comentários:
A ter em conta.....
Obrigada,
Anabela
um novo santuário em Santiago, este de Arte Contemporãnea, iluminado pelo nosso Siza.Vale
Jorge
biba galixia libre...
Mais um alfinete no meu mapa. Obrigado.
Postar um comentário