


Fim de tarde, já noite no Palácio Vale Flor.....um palacete vaidoso de barroco decantado, com a sua fachada cenográfica apontada à cidade.....paredes meias com o Centro Cultural de perfume arquitectónico algo discreto, algo imponente...
Em exposição, ocupando os três pisos do palacete setecentista, a exposição/instalação de Hugo Canoilas(Provisoriamente Definitivos ou Definitivamente Provisórios), mural movimentado em espirais violentas de cor e de sentido humano-histórico. Impressiona pela surpresa do programa, que a separação espacial dificulta na sua total compreensão; Surpreende, ainda, pela complexidade da trama(espiral de imagens vivificadas), complexas e trágico-heróicas.Talvez o Homem, de certeza a Arte, num jogo dialógico que deixa à iniciativa do espectador a adesão, ou a recusa de nele participar, e com ele conviver......Os níveis não são dificeis de ultrapassar, a conclusão é que se torna mais pertubadora.....nomeadamente, responder às questões técnicas que a História da Arte costuma empreender, tais como as relacionadas com o género, o suporte, a escola, etc.....o desafio é promissor, o resultado também......
Eu gostei, na condição de lá voltar.....
(fotos NB)
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